Abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa

Abertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa

Para o governador Raimundo Colombo, que abriu os trabalhos do último ano da 18ª Legislatura nesta terça-feira (6), as boas temporadas de verão, o aumento das exportações, safras recordes, substituição de importações e o avanço do setor tecnológico mitigaram a crise em Santa Catarina.

“Foram cinco janelas para o estado ser o último a entrar e o primeiro a sair da crise: temporadas com excelentes números; aumento das exportações; substituição das importações têxteis; aumento da safra e da produtividade; e o avanço do setor tecnológico. Conseguimos um desempenho muito forte”, argumentou Colombo.

Segundo o governador, o aproveitamento dessas “cinco janelas” de oportunidades resultaram no aumento do PIB e na geração de empregos.

“Saíram os números de 2017 do Ministério do Trabalho e Santa Catarina está em primeiro lugar na geração de empregos e foi estado que teve o maior crescimento do PIB, 4,3%, enquanto o PIB do país ficou em torno de 1%”, relatou o governador.

Investimentos privados e o aumento da receita estadual
“A economia começa a dar resultados, janeiro teve a maior receita da história, sinalizando claramente a retomada. A (empresa) Parati está investindo R$ 200 milhões, em Joinville a General Motors está investindo R$ 1,2 bilhão”, exemplificou o Chefe do Executivo.

Busca do equilíbrio
Colombo também atribuiu os bons resultado à reforma da previdência, ao não aumento de impostos e à manutenção dos incentivos fiscais.

“Conseguimos um equilíbrio que outros estados não conseguiram com a reforma da previdência, avançamos muito com a colaboração dos servidores que passaram a ter um desembolso maior; defendemos no Confaz que não se aumentasse impostos e contestamos a quebra de contrato dos incentivos, porque gerava insegurança jurídica. Hoje podemos dizer que a estratégia foi acertada”.

Segurança pública
Colombo admitiu a que a violência está cada vez mais próxima e mais visível, apesar do aumento do efetivo.

“Fizemos um belo trabalho, a Polícia Militar, a Polícia Civil e os Bombeiros deram e estão dando uma grande contribuição, mas a sociedade quer e deseja mais”, afirmou Colombo, que comparou o efetivo de cidades catarinenses com municípios paranaenses e gaúchos. “Mafra tem 91 policiais, Rio Negro (PR) 15; Joinville tem 797, Caxias do Sul apenas 429”.

Saúde
O governador responsabilizou o aumento da expectativa de vida do catarinense, o custo das novas tecnologias e a diminuição da mortalidade infantil pelo agravamento da crise na saúde.

“Como faz para resolver? A crise está aqui e em todos o os lugares, nos hospitais filantrópicos, na Unimed. Há 40 anos a expectativa de vida estava na faixa dos 60 anos, hoje é de 79 anos e um mês. A mortalidade infantil era de 31 óbitos a cada mil nascidos vivos quando fui prefeito pela primeira vez, hoje é de 10 e tudo custa muito dinheiro”, justificou Colombo, que também ressaltou o custo das novas tecnologias na medicina.

Último desafio
“Ainda tenho desafios pela frente, quero e vou conseguir viabilizar o Fundam, apresentamos o projeto na Secretaria do Tesouro Nacional, que aprovou  e liberou a carta de crédito, o Ministério da Fazenda autorizou e fixou valor, nós vamos conseguir realizar, será minha última missão político-administrativa”.

Uma mensagem política
Há poucos dias de se licenciar do cargo e diante das principais lideranças do PMDB, caciques do PSD, PSDB, PSB, PP e PT, Colombo fez um apelo à unidade.

“Vamos continuar juntos de mãos dadas, o Brasil precisa da nossa maturidade, da nossa prudência e patriotismo, vamos construir uma grande ponte para a transição de um novo Brasil, essa missão é nossa”, advogou o governador.

 

Fotos: Antonio Carlos Mafalda

 

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