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Festival internacional de palhaçaria percorre comunidades indígenas e do MST em apoio à luta pela terra


Depois de passar por 3 estados brasileiros, Festiclown pela Terra chega a aldeia Guarani do MORRO DOS CAVALOS - nos dias 26 e 27 de agosto.



Tunai Aroz
Festival internacional de palhaçaria percorre comunidades indígenas e do MST em apoio à luta pela terra


Realizado pela rede Pallasos en Rebeldía, que atua em zonas de conflito em várias partes do mundo, o Festiclown pela Terra reúne mais de 40 palhaços e 20 músicos em dois meses de programação com apresentações e oficinas em 4 estados brasileiros

   Um dos maiores expoentes atuais de circo social a nível mundial, Pallasos en Rebeldía promove um festival em apoio aos movimentos sociais pela demarcação de terras no Brasil. De 30 de junho a 30 de agosto, realizam o Festiclown pela Terra, um festival de palhaço e circo que apresentará seus espetáculos em comunidades indígenas e em acampamentos e assentamentos do MST, que estão lutando por seu direito à terra e a sua cultura.

 

   O festival começou no dia 30 de junho pelo acampamento de retomada das terras Kariri-Xocó em Alagoas, já demarcadas mas ocupadas ilegalmente por fazendeiros há mais 10 anos, cuja luta ganhou repercussão recente pelo protesto que ocupou a BR-101 nos dias 13 e 14 de julho. Até o dia 30 de agosto, uma caravana de artistas de várias partes do Brasil e da Espanha visitará os Guarani-Kaiowás e Terenas no Mato Grosso do Sul, os Guaranis em Santa Catarina, e acampamentos e assentamentos do MST no Rio Grande do Sul. O projeto prevê ainda a realização de uma oficina que culminará na montagem de um espetáculo com integrantes do MST e será apresentado em uma gira por diversos assentamentos no sul do país.

 

   A finalidade do festival é disseminar esperança e alegria, levando uma mensagem de solidariedade e compromisso à todas as pessoas que hoje, no Brasil, dedicam sua vida por um mundo onde caibam todos os mundos, mantendo assim a tradição milenar de rebeldia dos palhaços e artistas de circo social e utópico.

 

   Pallasos en Rebeldía é uma rede internacional de grupos artísticos que promovem a fraternidade entre os povos através da arte, combatem culturalmente ao lado das coletividades que fazem frente a este sistema global de terror usando a magia do Circo, e que apostam por uma humanidade mais bela e mais justa a partir do universo do palhaço. Associação cultural de cooperação internacional, atua em zonas de conflito, em apoio à luta pela sobrevivência dos povos originários em um mundo globalizado – das favelas do Rio de Janeiro, a comunidades indígenas zapatistas do México, e acampamentos de refugiados na Palestina, Argélia e na Europa.

 

    Utilizando o riso como ferramenta de libertação de povos oprimidos, o coletivo artístico-solidário agrega profissionais de vários países, de reconhecido prestígio, como Patch Adams, Leo Bassi, Pepe Viyuela e Jango Edwards. Por sua atuação, já receberam diversas premiações, como o prêmio de honra do Festival da Primavera do Cine 2016 de Vigo, Espanha, pelo trabalho realizado em acampamentos de refugiadas na Europa, e o Prêmio Esperança de Palestina al Cor 2013 pelo compromisso com a liberdade do povo palestino.

 

   No Festiclown pela Terra, participam mais de 40 palhaços e 20 músicos – artistas de Santa Catarina, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Espanha. O projeto nasce impulsionado pela primeira caravana realizada pelos Pallasos en Rebeldía aos Kariri-Xocó de Alagoas, em 2014. Por meio desta experiência, no compromisso adquirido com as comunidades indígenas do Brasil, o projeto foi adquirindo maior dimensão até consolidar-se como uma luta contínua dos Pallasos en Rebeldía. Cabe destacar que neste mesmo ano o coletivo realizou outro projeto solidário no Brasil, o Festiclown Favela, que integrou a programação do 2º Festival Internacional de Circo do Rio de Janeiro.

 

   Para Ivan Prado, porta-voz internacional dos Pallasos en Rebeldía, “um mundo sem justiça é um mundo triste, uma humanidade sem os povos originários é uma humanidade pobre e cinza. Hoje, mais do que nunca, se faz necessário o nosso trabalho como guerrilheiros do amor, para que nunca mais haja um futuro no qual os indígenas sejam mascarados impunemente, para que nunca mais ninguém careça de um pedaço de terra para cultivar seu digno alimento, para que nunca mais nenhum ser humano seja privado de seu direito inalienável de ser feliz”.

 

Programação Festiclown pela Terra*:

 

De 30 de junho a 2 de julho – Kariris-Xocó em Alagoas. 
De 2 a 11 de agosto - MST no Rio Grande do Sul. 
De 15 a 22 de agosto - Guaranis-Kaiowá no Mato Grosso do Sul 
De 26 a 27 de agosto - Guaranis de Santa Catarina
*programação sujeita a atualizações

 

Artistas e companhias participantes:

 

Ivan Prado (Espanha)

Débora de Matos, Egon Seidler e Greice Miotello - Traço Cia. de Teatro (SC)

Projeto (A)Gentes do Riso (SC)

Gabriela Leite (SC)

Priscila Jácomo (SP)

Naomi Silman - Lume Teatro (SP)

André Tuiga - Cia Palhaça sem Lona (RS)

Maracatu Arrasta Ilha (SC)

Lili Castro (RJ)

Circo no Ato (RJ)

Elenice do Nascimento (SC)

Graciela Simoni - Encantados Contadores de História (ES)

 

Fonte: Cultura Mídia


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