Santa Catarina, berço da colonização italiana no Brasil

Um fato recentemente ocorrido em janeiro deste ano em Brasília fez disparar o alarme da comunidade italiana catarinense e de vários historiadores. Trata-se da lei que, sancionada pelo presidente Michel Temer, transferiu de Santa Catarina para o Espírito Santo o status de berço da colonização e da cultura italianas no território nacional.

Integrando um robusto time de historiadores contrários à ideia, Paulo Vendelino Kons, classificou a canetada de Temer de “erro histórico”. Afinal, o título pertence à Colônia Nova Itália, no Vale do Rio Tijucas Grande, atual distrito de São João Batista, conhecido polo calçadista, conforme dados do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC) e da Associação dos Descendentes e Amigos do Núcleo Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil (ADANPIB).

De acordo com Kons, a Colônia Nova Itália nasceu há 182 anos, em março de 1836, ou seja, 37 anos e 11 meses antes da colônia capixaba. É considerada a primeira colônia de italianos no Brasil e, durante décadas, foi uma espécie de porta de entrada para outras levas de italianos. Os 132 pioneiros imigrantes que a criaram aportaram na baía norte da Ilha de Santa Catarina, no porto do Desterro, atual Florianópolis, a bordo da caravela Correio, procedentes do Reino da Sardenha, precursor do Reino da Itália.

Já o início da colonização no Espírito Santo ocorreu há 144 anos, em fevereiro de 1874, quando 388 camponeses trentinos e vênetos desembarcaram do navio La Sofia no porto de Vitória.

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Colônia Nova Itália

Encontro do passado e do presente emociona Colônia Nova Itália