Suzin aposta no sucesso do mel catarinense em entrevista exclusiva

Suzin aposta no sucesso do mel catarinense em entrevista exclusiva

Categorias: Mel, Materia

Apicultor desde o início dos anos 1970 em Videira, no Meio Oeste, onde mora, o presidente da Ocesc (Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina), Luiz Vicente Suzin, é um devotado admirador das abelhas. Não só pelo que esses insetos produzem, mas pelo trabalho coletivo que realizam, e que na realidade, é a própria essência do cooperativismo.

Por respeitar a igualdade entre seus membros e a hierarquia, o cooperativismo “se espelha muito nas abelhas”, assegura o também presidente da CooperVil (Cooperativa Agropecuária Videirense) e da Sicoob Videira (Cooperativa de Crédito Livre Admissão de Associados  do Vale do Vinho).

Sabedor de que o mel catarinense vive um grande momento – com a união de vários organismos interessados em aproximar o produto dos consumidores – ele faz um alerta:

– Hoje ninguém mais anda sozinho. E quem anda sozinho não vai a lugar nenhum. Isso já foi assimilado pela agricultura, avicultura, suinocultura e fruticultura. O setor do mel também tem que se unir, e entender a importância da união, compreendendo o papel de uma associação. Nas épocas boas e nas ruins ele tem que estar junto com a associação. É aquilo que hoje faz o cooperativismo com seu associado. A cooperativa sempre está ao lado do produtor nas épocas boas e nas ruins. Assim tem que ser na produção de mel em Santa Catarina. A gente sabe que o estado tem uma produção muito interessante de mel com uma boa qualidade. Mas para que chegue no mercado, sozinho não vai. Tem que haver um associativismo bem organizado.

Respeito à natureza e às abelhas   São 2,7 milhões de pessoas, 254 empresas filiadas à Ocesc, 47 das quais pertencendo ao setor agropecuário. “Todas elas têm um respeito muito grande pelas abelhas”, assegura Suzin, lembrando que seu ingresso na apicultura contou com treinamento da Acaresc, hoje Epagri. Seus dois filhos são fruticultores em São Joaquim e utilizam abelhas no processo de polinização dos pomares de maçã e de ameixa.

– Nós cooperativas só compramos produtos controlados que não venham a prejudicar o meio ambiente e ameaçar a vida das abelhas. O problema é que existem alguns produtos contrabandeados que algumas pessoas ainda usam.

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